| História do Pão
O pão, um dos alimentos mais antigos, resulta da cozedura de uma massa preparada com farinha de cereais, principalmente trigo, com água e sal, ao qual se podem juntar também outros ingredientes, como ervas aromáticas, enchidos e outras especiarias. Inicialmente o trigo era apenas mastigado, só mais tarde passou a ser triturado com pedras e transformado em farinha. Sinónimo de alimento para o corpo e alma, de vida e de trabalho, o pão faz parte da cultura de muitos povos, tendo um significado importante em muitas religiões. Conta-se que foram os egípcios o primeiro povo a usar fornos de barro para cozer pão. Para além disso, é-lhes atribuída a descoberta do fermento, responsável por deixar a massa leve e macia como conhecemos hoje. Diz-se que foi por acaso. Um egípcio deixou um pouco de massa crua fora do fogo e quando voltou esta tinha fermentado. Um povo especialista em cultivar trigo, os egípcios faziam negócio vendendo-o aos gregos. Pouco tempo depois, os gregos também se tornaram peritos no fabrico de pão. Por sua vez, os romanos, aprenderam com os gregos e gostaram tanto do ofício, que segundo consta, no ano 100 a.c., haviam já 258 padeiros em Roma. O pão branco, de "farinha flor", só apareceu no período da Idade Média. Inicialmente apareceu nos conventos, depois nas casas mais ricas e só muito mais tarde chegou a todos os lares. Ao longo do tempo, criaram-se várias formas de pão cozido, sendo que estas variedades continuam a ter diferenças regionais, com sabores diferentes de região para região. Até ao final do século XX, o pão era normalmente produzido em casa, em fornos a lenha e era feito em quantidades suficientes para uma semana. O aparecimento da máquina ocorre somente no século XIX, com amassadeiras (hidráulicas ou manuais), com um custo muito elevado e grande rejeição por parte dos consumidores, que se mostraram adversos ao pão feito mecanicamente. Pouco tempo depois, surge o motor eléctrico, e a reclamação passa a ser dos padeiros. Cada máquina substituía dois padeiros. Foi nesta altura que o pão chegou ao Brasil. Benefícios do Pão De acordo com a Roda dos Alimentos, o grupo de cereais e derivados tubérculos deve ocupar cerca de 28% na alimentação diária, sendo o pão um importante elemento para uma alimentação equilibrada. Fornece uma enorme variedade de proteínas, hidratos de carbono, cálcio, fibras, ferro e vitaminas, especialmente vitaminas do complexo B. O pão é, por isso, um alimento funcional e essencial à saúde. Produz efeitos metabólicos ou fisiológicos através da actuação de um nutriente ou não nutriente, no crescimento, desenvolvimento, manutenção e noutras funções normais do organismo humano. Pode actuar nos lípidos do sangue, na pressão arterial, no índíce glicémico, no metabolismo da glicose e na prevenção de doenças cardiovasculares em geral. Consumo de pão A Organização Mundial de Saúde recomenda que cada pessoa consuma cerca de 50Kg de pão por ano. O país que mais consome pão é Marrocos, sendo que, em média, cada pessoa come 100Kg/ano. O país que mais se aproxima do ideal é o Uruguai, com um consumo médio de 55Kg/ano por pessoa. |